Participação do Grupo Utam na primeira edição do evento promoveu degustações e conversas sobre origem, perfil sensorial e formas de preparo da bebida
Ribeirão Preto (SP), 15 de setembro de 2026 – Cachaça e café dividiram espaço em uma programação dedicada aos sabores e à cultura do interior. Entre os dias 11 e 13 de setembro, o Grupo Utam apresentou a linha Fazenda Santa Alcina no 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto e compartilhou com os visitantes informações sobre os fatores que influenciam a experiência da bebida, do cultivo dos grãos ao preparo na xícara.

Durante os três dias, a equipe de baristas e de marketing do Grupo Utam conversou com os visitantes sobre o caminho percorrido pelo café até o consumo. Origem, seleção dos grãos, torra e métodos de preparo estiveram entre os temas abordados no espaço da empresa.

Produzido com grãos 100% arábica provenientes do Sul de Minas, o Fazenda Santa Alcina utiliza cerejas maduras e descascadas, selecionadas nas peneiras 16 a 18. A torra média resulta em uma bebida com aroma adocicado e notas de caramelo, amêndoas e chocolate ao leite, além de leve toque cítrico. A apresentação dessas características ajudou a traduzir, de maneira acessível, parte do universo dos cafés especiais para quem passou pelo festival.

A equipe esclareceu aos visitantes a importância das certificações que autenticam a qualidade do produto. A linha de cafés Fazenda Santa Alcina apresenta selos Gourmet da ABIC, Rainforest e BSCA com classificação superior a 82 pontos.

Para Fabiana Aprile de Freitas Silveira, gerente de marketing do Grupo Utam, a participação contribuiu para valorizar a linha Fazenda Santa Alcina e ampliar sua presença junto aos consumidores. “O festival nos permitiu mostrar que cada café reúne características próprias e que conhecer sua origem, seu perfil sensorial e suas formas de preparo torna a experiência de consumo mais completa”, afirma.
Encontro de Cafés Especiais
Realizado dentro da programação do festival, o Encontro de Cafés Especiais chegou pela primeira vez a Ribeirão Preto. A iniciativa reuniu pequenos negócios e marcas do segmento, criando um espaço para apresentação de produtos, contato com o público e geração de negócios.

Para Luiz Felipe Navarro, do Sebrae, a primeira edição do encontro na cidade contribuiu para ampliar o conhecimento dos visitantes sobre esse mercado e aproximá-los dos pequenos negócios. A iniciativa também gerou vendas para os expositores, divulgação das marcas e novas oportunidades de relacionamento comercial. “Os empreendedores puderam apresentar suas marcas, criar conexões com empresas de diferentes portes e ampliar o acesso ao mercado”, afirma.
Segundo Navarro, a proposta é dar continuidade ao encontro em Ribeirão Preto e levá-lo a outros pontos estratégicos, mostrando o potencial do setor e a importância de conhecer o café em sua essência.

A incorporação dos cafés especiais também ampliou o conteúdo do Festival da Cachaça, que reuniu produtores, gastronomia, conhecimento e manifestações culturais. A programação estabeleceu um diálogo entre produtos ligados à trajetória econômica e social de Ribeirão Preto e de outros municípios do interior.
Segundo um dos organizadores do evento, Eduardo Ferrari, a ideia do festival surgiu da relação histórica de Ribeirão Preto e dos municípios do entorno com a produção de cana-de-açúcar, além da possibilidade de criar um espaço para divulgar a cachaça e outros produtos associados à identidade local.

“A proposta foi criar um evento aberto ao público, reunindo produtores, conhecimento, gastronomia e cultura. Quando surgiu a possibilidade de incorporar também os cafés especiais, percebemos uma conexão natural. Café e cachaça têm uma relação muito forte com a história e com a produção da nossa região”, afirma Ferrari.