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Ingrediente musical

Tomar café no Brasil é praticamente um rito cultural. A bebida sempre esteve presente nos saraus, encontros literários, vernissages, teatros e outros espaços. É muito comum a associação do café com a arte – já que a beleza estética dos grãos, o cultivo, o seu aroma inconfundível e o prazer dos encontros que o produto proporciona é fonte de inspiração de escritores e artistas, como Portinari, que ficou conhecido como o pintor do café. O grão o inspirou tanto para a criação de suas telas quanto dos poemas, que hoje compõem um lado quase desconhecido da obra do artista.

Além das telas, da literatura, do cinema, o café é também citado em muitas letras de música de compositores brasileiros consagrados como o sambista Noel Rosa, um dos primeiros a trazê-lo para suas canções. Em 1935, ele lançou Conversa de Botequim – uma música em que o narrador principal faz diversas exigências a um garçom e pede logo no início para lhe trazer uma boa média, forma como era conhecida a dose de café na época.

A lista de artistas e bandas que levaram o café para suas músicas é grande: Chico Buarque, Jorge Benjor, Skank, Marisa Monte, João Donato, Tulipa Ruiz e Lulu Santos, entre outros que também registraram o café em canções de diversos estilos da MPB, como o samba, a Bossa Nova, a música sertaneja e até o pop.

Para conhecer um pouco do universo destas canções que exploram o café como tema ou ao menos o registram em suas letras, vale visitar o site do Museu do Café de Santos. A página traz um play list selecionado com canções que remetem o ouvinte a uma boa xícara de café e aos momentos que ela proporciona.

O grupo de Jazz, “Pó de Café” de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, formado em 2008, é uma das bandas que integram a playlist no site do Museu, junto a nomes como Roberto Carlos, Leci Brandão, Alexandre Pires e outros.

Formado pelos músicos Bruno Barbosa (contrabaixo), Marcelo Toledo (saxofone) Duda Lazarini (bateria) e Murilo Barbosa (piano elétrico), o grupo surgiu com o propósito de manter viva a cultura da música instrumental, trazendo influências da música brasileira que passam pelo baião, bossa-nova, samba-jazz e gafieira e da música afro-latina e caribenha.

Duda, um dos fundadores do quarteto, conta que o nome surgiu como referência à cidade de Ribeirão Preto, que por muitos anos foi um dos maiores polos de produção de café do Brasil. “Fazemos uma brincadeira com o nome da banda dizendo que a cidade surgiu ao redor do café, mas, com o atual domínio das plantações de cana, do café só sobrou o pó”, relata o baterista. Vale conferir o site do museu: www.museudesantos.org.br. Que tal uma boa xícara de café para ouvir as canções? 

Foto: Arquivo Quarteto Pó de Café

Publicado em: 26/02/2018 por Café UTAM S.A.

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